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Quando os Levitas Retornam aos seus postos
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"Me deixe compor as músicas de uma nação, e não me importo com quem faz suas leis." Essa brilhante pérola de sabedoria é atribuída ao poeta e político do século 16, Andrew Fletcher. Atuante tanto no universo artístico quanto no político, ele descobriu que, quando corretamente usadas, as artes possuíam mais influência sobre o comportamento da sociedade do que o peso da lei. As ideias de Fletcher ecoaram nos movimentos hippies de contracultura nos anos de 1960 e 70, quando um famoso guitarrista teria dito "Eu uso a música para abrir as almas das pessoas e, então, prego o que eu quiser".

Ainda que profundos, esses comentários não estabeleceram nada novo. As Escrituras registram como Deus (que já entendia tudo sobre a natureza humana) usou a música para influenciar a sociedade. Para Deus, a música era tão importante para Sua sociedade ideal que Ele designou uma tribo inteira (os Levitas) para preparar os melhores adoradores (músicos, cantores, intercessores, etc.) para o culto a Ele. 

Os deveres levíticos incluíam a mordomia do Tabernáculo – e, mais tarde, do Templo – a intercessão em favor do povo e o estabelecimento da adoração musical como um pilar na cultura israelita. À medida que compunham canções, os levitas as escreviam e catalogavam. O livro de Salmos contém 150 dessas canções, e muitas outras foram registradas ao longo do Antigo Testamento.

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Adoradores - Catalisadores
do Sobrenatural

 Os adoradores levitas serviam em várias funções e locais. Alguns permaneciam em serviço no Tabernáculo de modo contínuo, enquanto outros viajavam pela terra. Um desses grupos itinerantes aparece na história de Saul, que foi ungido rei por Samuel. A despeito de suas escolhas erradas, os primeiros anos de Saul como rei foram agradáveis a Deus. Mas Saul não era um líder nato.  Depois de ungi-lo, Samuel enviou Saul ao encontro de um grupo de profetas músicos, cuja adoração musical a Deus foi capaz de transformá-lo de um homem simplório em um homem capaz de liderar um reino. Mesmo quando Saul abandonou os caminhos do Senhor e foi atormentado por um espírito maligno, a música de adoração lhe proporcionava tempos de refrigério. 

Em tempos de guerra, adoradores eram convocados para criar uma atmosfera de louvor para que nela a presença de Deus habitasse. A adoração deles também servia para que os israelitas se lembrassem de Quem lutava por eles, uma vez que eles quase nunca venceram uma batalha em sua própria força; suas guerras eram vencidas por meio da fé em um Deus Todo-Poderoso. Colocar-se perante o Senhor antes da batalha era prática comum para os israelitas, pois ouvir as estratégias divinas era absolutamente vital. Por vezes, a presença do Senhor enchia a atmosfera criada pelo louvor dos músicos de maneira tão poderosa que aniquilava o inimigo bem diante de seus olhos (2 Crônicas 20). A batalha contra espadas e carros de guerra era vencida literalmente por meio das ondas sonoras das harpas, dos tambores e dos cantores que declaravam a grandeza de Deus. Imagine uma orquestra da atualidade postada no topo de uma colina, tocando "Quão Grande é o Meu Deus", enquanto aviões e drones são destruídos em pleno ar, e você terá uma ideia de quão inacreditáveis essas vitórias milenares devem ter sido para quem as testemunhava.

Durante os anos de exílio, os israelitas não tinham liberdade de culto e não podiam adorar do mesmo modo como haviam sido instruídos por Deus. Lembre-se, o estilo de vida contrário às leis de Deus foi o motivo pelo qual Israel foi exilado. No exílio, eles foram forçados a adotar uma cultura e comportamentos estrangeiros, de modo que o estilo de vida original dos levitas havia sido abandonado. Quando Israel finalmente pôde retornar à Terra Prometida, décadas mais tarde, os judeus precisavam de uma "reciclagem" sobre o real significado de ser o povo escolhido de Deus. Isso incluía uma leitura da Lei para todo o povo ouvir e uma severa repreensão da parte de Neemias (durante a qual ele literalmente bate em alguns de seus irmãos) após ter descoberto que muitos israelitas haviam tomado mulheres estrangeiras como esposas juntamente com seus ídolos e haviam negligenciado o ofício dos levitas.

Quando Neemias toma conhecimento do problema das esposas estrangeiras e seus ídolos, ele fica irado. Mas, ao ouvir sobre os levitas negligenciados, Neemias fica devastado. Os levitas não estavam intercedendo em favor do povo perante o Senhor e, além disso, não mantinham a atmosfera e a atitude de adoração – sua responsabilidade para com todo o povo de Israel. Os israelitas não alcançariam a compreensão e a maturidade necessárias a seu chamado como "o povo da presença de Deus" se os levitas não exercessem seu ministério de modo ativo e pleno. Em vez de serem sustentados em seu papel como ministros diante do Senhor, os levitas tinham recebido terras como herança, das quais eles tiveram de tirar seu próprio sustento - exatamente o que o Senhor disse que não deveria acontecer. Deus sabia que, para que os levitas O servissem com excelência, toda a sua atenção, foco e energia deveriam estar concentrados em seu ofício sacerdotal. Neemias sabia que, para nutrir a emergente cultura espiritual de Israel, os sons e a atmosfera de adoração precisavam estar presentes.

"Também fiquei sabendo que os levitas não tinham recebido a parte que lhes era devida, e que todos os levitas e cantores responsáveis pelo culto haviam voltado para suas próprias terras. Por isso repreendi os oficiais e lhes perguntei: 'Por que essa negligência com o templo de Deus?'  Então eu convoquei os levitas e cantores e os coloquei em seus postos."  Neemias 13:10,11


Adoração em Israel hoje

Assim como nos dias de Neemias, os judeus estão retornando à sua terra desde os quatro cantos do planeta. E, assim como nos dias de Neemias, os adoradores precisam retornar a seus postos. Para ser mais clara, o problema que temos hoje não tem a ver com rastrear os judeus descendentes da tribo de Levi. Ainda que pareça fascinante, a tentativa de identificar as origens tribais dos judeus é uma ciência no mínimo imperfeita e nos distancia do que realmente importa. O próprio rei Davi - um dos maiores músicos, cantores, compositores, salmistas, adoradores de todos os tempos - não era da tribo de Levi. O que realmente importa é que músicos, cantores e compositores que tenham talento e que sejam capazes de criar uma atmosfera de adoração são fundamentais se quisermos ver a vida espiritual de Israel prosperar.

Hoje, Israel tem amadurecido como país, mas sua espiritualidade permanece atrofiada. Não existe uma voz ungida e respeitada em âmbito nacional convocando a nação de volta à adoração ao único Deus verdadeiro. A música não é apenas um aspecto importante, mas é a voz mais forte na cultura israelense atualmente. Entretanto, a mensagem é determinada por artistas sem qualquer temor a Deus. Quando uma música que fala sobre Deus é tocada nas rádios, surpreendentemente, mesmo os judeus seculares mais radicais estão dispostos a cantá-la. Claro, eles também cantam a música seguinte, que celebra a devassidão, já que sua mentalidade os leva a simplesmente "dançar conforme a música". Mesmo quando o Hamas compôs uma música em hebraico na intenção de intimidar os judeus, muitos israelenses a cantaram com um sorriso de orgulho e deboche (visto que a maioria dos militantes do Hamas têm um péssimo sotaque em hebraico e uma gramática ainda pior, o que faz com que essa música se torne, na verdade, muito engraçada). Mas, no fim das contas, a mensagem do Hamas chegou aos ouvidos dos israelenses pelo simples fato de ter sido comunicada em forma de música.

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O cantor e compositor Matisyahu é um dos mais notáveis exemplos de um judeu que se voltou para o judaísmo ortodoxo em sua busca por Deus. Ele se tornou um músico de fama internacional por causa de suas canções, cujas letras descrevem sua sede e paixão por Deus. Há alguns anos, ele abandonou o estilo de vida religioso e contrito que possuía, mas continua a expressar seu amor por Deus através de sua música. Certa vez, eu o ouvi rejeitar o título de "profeta", já que, em suas próprias palavras, “os profetas conheceram a Deus e a Sua voz; eu, no entanto, não O conheci". Eu mal consigo imaginar o que ele poderia ter se tornado se tivesse conhecido o Senhor.

Revelação em um festival de Nova Era

Israelenses lotam concertos musicais, quer estes aconteçam em bares montados em uma pequena garagem ou nos teatros mais requintados do país. Quer seja rock, música eletrônica ou jazz, israelenses não conseguem resistir a uma música de qualidade. Eles se aglomeram no deserto ou às margens do Mar da Galileia por causa de festivais de música pagã nos quais eles praticam e divulgam costumes e rituais aprendidos em viagens a lugares como a Índia ou o Tibet.

Há uns 10 anos, nós levamos um grupo de músicos a um desses festivais de música pagã. Nossa banda - formada por músicos e cantores crentes e muito talentosos - tinha preparado algumas músicas de adoração ao Deus de Israel em hebraico. Não havia dúvidas a respeito de a qual Deus nós cantaríamos. Nós as ensaiamos várias vezes por semana, ao longo de meses, para oferecer algo belo ao Senhor em meio àquela infinidade de idolatria do festival.

Aqueles eram os músicos mais talentosos com os quais eu já tinha trabalhado. Eles tinham investido anos "afiando" seus dons e juntos nós fazíamos um ótimo trabalho. Eles estavam unidos no desejo de representar o Senhor com excelência de espírito e qualidade musical em meio à depravação espiritual do festival. Depois de cada apresentação que fazíamos, muitos israelenses vinham até nós para saber mais sobre a "presença" que sentiram no local enquanto cantávamos. Foi muito encorajador! Naquele momento, nosso sonho era podermos tocar aquelas músicas de adoração em mais concertos pelo país, para que mais israelenses pudessem experimentar a presença de Deus. Mas, depois do festival, nossos músicos tiveram que voltar para suas casas e empregos. Eles trabalhavam como zeladores, em lojas de ferragens e em serviços de atendimento ao cliente. Por vezes, nós nos reuníamos para cantar e adorar ao Senhor, tocando em locais sem nenhuma audiência. E foi tocando com esses músicos que gravamos nossos dois álbuns, em hebraico e inglês - "Close" e "Garden of Secrets". Mas todos temos famílias para sustentar e todos sabíamos que não há vagas de trabalho para "levitas" em Israel.

Eu sabia, com todo o meu coração, que essa realidade precisava ser mudada um dia, mas isso só aconteceria quando o Corpo de Cristo no mundo assumisse a responsabilidade de devolver os levitas aos seus postos. Os ouvidos do povo de Israel precisam se acostumar novamente com os sons que glorificam a Deus para que saibam, uma vez mais, que Ele habita no meio dos louvores. Israel precisa de uma atmosfera de adoração. Os sons dos louvores a Deus precisam submergir a celebração da futilidade.
Os filhos de Israel não foram escolhidos para desfilarem pelo mundo sentindo-se especiais, mas para que pudessem ser o "povo da presença de Deus". Aliás, você deveria experimentar Deus toda vez que estivesse entre judeus. Depois de anos de exílio e dois templos destruídos, nós nos tornamos o povo que zela pelo kosher, que usa chapéus suntuosos e que não dirige carros nem usam luz elétrica no dia de sábado. E, ainda assim, como povo, nós não temos a menor ideia de como viver em Sua presença, apesar de termos sido escolhidos para sermos mestres nisso.

O dom musical que Deus concedeu a Seu povo ao longo da história é absolutamente nítido. Basta olhar para a longa lista de músicos judaicos altamente influentes - alguns deles, verdadeiras lendas da música - como Lenny Kravitz, Bob Dylan, Barbara Streisand, Pink, Neil Diamond, Billy Joel, Simon & Garfunkel (a lista é quase interminável), para perceber que usar a música para tocar as pessoas é praticamente um chamado divino aos filhos de Israel. Um chamado que, infelizmente, é raramente usado para seu propósito original.

Mas, e se os levitas fossem restabelecidos? E se a adoração musical se tornasse prática comum na cultura israelense, e o Senhor habitasse, uma vez mais, em meio aos louvores de Seu povo? E se uma futura batalha contra o Hamas ou o Estado Islâmico começasse com louvor e adoração? E se os ateus israelenses se tornassem obsoletos pelo fato de, quer eles escolham seguir ou rejeitar a Deus, não poderem negar a presença tangível dEle?

As nações continuariam a se opor à existência de Israel do mesmo modo como se opõem à soberania de Deus sobre elas. Nós podemos combater suas ameaças apelando para os políticos e seus poderes terrenos. Podemos convocar exércitos aliados e usar seu poder militar para nos defender. Mas também podemos criar uma atmosfera de louvor na qual Aquele que tem poder sobre tudo pode habitar. Somente a proteção dEle sobre nós deve ser nossa esperança e vitória na batalha. Ainda mais importante, a permanência da presença de Deus sobre nós faria com que o povo judeu finalmente cumprisse seu chamado como um exemplo do que uma nação que teme ao Senhor pode se tornar. Que a "luz para as nações" que Israel precisa se tornar signifique a luz de Deus brilhando sobre a sua nação!

Em nossos dias, os adoradores estão em suas casas, cuidando de seus próprios campos. Seus instrumentos repousam poeirentos, esquecidos; suas canções, guardadas em caixas, embaixo de suas camas; e o chamado que o Senhor lhes deu permanece escondido em algum lugar de seus corações. Mas vai acontecer, em algum momento. Alguém virá em auxílio e fará que os adoradores retornem a seus postos. Mas, e se nós fizéssemos isso? E se você e eu pudéssemos entrar para a história como aqueles que ajudaram a restaurar a atmosfera de adoração na terra de Israel?

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"Nossa banda, formada por músicos israelenses locais e por israelenses que imigraram do Brasil para Israel."

www.youtube.com/shanifergusonmusic

ITUNES

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